sábado, julho 14, 2012

Conforme prometido mais rpg

Continuação...




A bordo do Crosta Verde, a batalha está próxima do fim. Tot se aproxima do recém-surgido homem que pulara da embarcação inimiga, e reconhece enfim o amigo Chad, impedindo que Arbo e os outros piratas ataquem-no ao gritar "amigo! Amigo!". Do outro lado, Chupa Manga e um último subordinado ainda lutam contra os membros da tripulação, mas a rápida morte do homem parece convencê-lo a desistir do ataque. Desesperado, pula de volta pro seu navio, correndo para procurar abrigo. Max, que vinha correndo para travar batalha com ele, segue-o, pulando em seguida. No outro navio, atravessam uma paisagem desoladora, cheia de corpos queimados e/ou atravessados com as grossas estacas de gelo criadas por Artemis. Antes que consiga chegar à escada no lado mais distante, Max alcança-o, dando-lhe uma machadada nas costas. Quatro outros piratas, últimos remanescentes, surgem do outro lado, dois deles descendo e outros dois ficando para auxiliar o seu capitão. Max elimina-os sem muito esforço, com a ajuda de Artemis, que rodeava o navio voando.


Dentro do Crosta Verde, Chad mal se recupera e começa a gritar por Lola, que ficara para trás. Toma impulso e pula de volta para o barco inimigo. Tot, mal tendo tempo de apreender o decrépito estado do companheiro, a cara toda cortada e ensanguentada, pula atrás. Sem forças, Chad dessa vez não alcança e cai, gritando. Tot por pouco se segura na beirada do barco, já gritando o nome do companheiro voador. Artemis, atento, ouve os gritos e se aproxima, mergulhando na direção de Chad quando finalmente entende o que aconteceu. Assim que Tot se joga para dentro do barco, vendo lá dentro seu companheiro Max, o navio começa a se mover. Atônitos, pulam de volta para o Crosta Verde. Artemis alcança Chad durante a queda, trazendo-o de volta ao Crosta Verde. O arqueiro insiste que devem se dirigir ao navio de Chupa Manga, mas Artemis, sabendo que por pouco não consegue carregar Chad, resolve deixá-lo em segurança no navio de Arbo. Enlouquecido mas enfim em segurança, Chad insiste em resgatar Lola, e comovido, Artemis sai voando atrás do navio que já desaparece por entre as nuvens. Encontra-a entre os homens atingidos pela sua magia de gelo, ela própria uma das vítimas. Prevendo a pior das reações, recolhe seu corpo perfurado pelas estacas e voa de volta ao Crosta Verde.


Chad, em choque, recolhe dos braços do amigo o corpo da amada. Os quatro enfim estão juntos, embora Chad, o homem que acreditavam morto, não possa se dar por satisfeito, tendo sofrido tamanha perda. Tot lhe dá um tapa e Max um murro no peito, que o lança dois metros pra trás, furiosos pela atitude do amigo ainda na ilha de Ufpra. Artemis mal consegue conter o arrependimento por ter feito a magia que matou a companheira de Chad. Depois de um breve momento Arbo se aproxima, dizendo que a tripulação perdeu um homem, avisando que em poucos momentos se dará sua simbólica despedida, convidando o grupo a juntar o corpo da falecida Lola ao ritual se assim quiserem. Chad diz que sim. Tot revista os corpos dos tripulantes de Chupa Manga, recolhendo algum dinheiro, antes que os joguem para fora do navio. Artemis, pedindo desculpas pelo ocorrido, completamente sem jeito, leva o companheiro ferido para os dormitórios, onde trata de suas feridas rapidamente a tempo de subirem para o ritual. Arbo abre as honrarias relembrando quem o homem era, onde nasceu e os grandes momentos depois de ter se juntado à tripulação; em seguida o Velho faz uma oração aos Deuses pelos dois que pereceram no combate desta noite. Todos os homens então começam a cantar uma característica canção de piratas, embalados por garrafas de rum. Depois jogam o corpo do homem para fora da embarcação. Chad, curioso, observa o corpo se desfazer no ar até sobrar nada mais que roupas em queda livre. Joga o corpo de Lola em seguida, observando-o sumir nas nuvens. Embalado pelo álcool, sobe no tablado do leme, chamando a atenção de todos e começa a discursar resumidamente sobre o seu tempo em Ufpra, falando de como a mulher que acabara de morrer salvara a sua vida. Os homens não dão muita importância, ainda incertos da procedência do estranho.


Finalmente percebendo-se esfomeado, Chad pede comida, e Max serve-o na cozinha, os quatro ocupando uma das pontas da grande mesa. Lá, com mais privacidade, começam a conversar sobre o tempo que passaram separados, compartilham memórias e experiências, Chad narrando em detalhes tudo o que passou. Isso leva Artemis a se abrir sobre o tempo que passou capturado em Ufpra, que preferira não compartillhar até então. Depois de muita conversa e de muito teorizar sobre a ilha, Ufpra, a história do velho, os motivos de estarem vivos e outras coisas, são vencidos pelo sono e pela bebedeira. Todos sonham novamente com o bixinho estranho que viram na ilha, em quedra livre, se coçando. Artemis tem outro de seus sonhos loucos, o personagem de sempre dizendo para que tenha paciência e que as coisas nem sempre acontecem como se quer. No fim parece ouvir um bater de asas conhecido.


Acordando primeiro, Artemis sobe ao convés, sozinho no sol da manhã. Encontra Rex sobrevoando a embarcação, e emocionado, vê o pássaro se aproximar e pousar no seu braço. Mas não consegue estabelecer conversa, não reconhece Rex ali dentro, embora veja o familiar na sua frente. Aturdido, tenta algumas vezes senti-lo, mas não consegue. Frustrado, fica o dia inteiro passado. Os três companheiros reconhecem Rex também, mas não vêem a diferença que Artemis vê. Tot não demora a perceber que os quatro são os únicos a verem Rex no navio, e avisa-os disso para que não pareçam loucos diante da tripulação. Na hora do almoço Chad requisita uma conversa particular com Arbo, que o leva a sua cabine. Lá, Chad conta sobre o pássaro de Artemis, avisando que são os quatro são os únicos a verem-no, achando que é dever seu relatar isso ao capitão.


Depois do almoço param no porto da Terra dos Ossos, ilha mais ao norte da área de comercialização de Arbo, que ele avisara se tratar de uma ilha de pessoas selvagens e rústicas. Chegando lá encontram tudo destruído, devido a uma tsunami gigante que varreu a ilha, mais ou menos na época em que saíram de Ufpra. Os personagens logo fazem a conexão. Além disso, a cidade há poucos dias comprou energia de outro barco da guilda, e velhas feridas são abertas quando Arbo ouve isso, amaldiçoando a outra embarcação e a ingerência da guilda. Mesmo assim, vende o que consegue, o que não passa de uma fração do que costuma vender ali. Enquanto a energia é transferida para o reservatório na praia através da Flecha Rombuda, os personagens descem na praia para interagir com os moradores. Chad tenta frustradamente se aproximar de uma nativa, que se revela lésbica. Tot acompanha a transferência de energia, assimilando o máximo que pode da estranha tecnologia. Artemis acompanha todo o processo da venda de energia com Arbo. Algumas prostitutas sobem ao navio para satisfazer os homens, que fazem fila nos dormitórios. Chad e Max entram na fila também, emprestando dinheiro de Tot, que pegara-os dos homens de Chupa Manga. Arbo traz a bordo sua própria prostituta, a coroa cafetina da ilha. Vários vendedores se aproximam dos lados da embarcação, oferecendo quinquilharias e comida, e os homens compram bastante coisa. Tá tudo superfaturado, os PJs percebem. Artemis usa sua diplomacia para pechinchar algumas coisas. Boros, o imediato, fica responsável por manter a dispensa do navio cheia. No fim, James, o porta-voz da Terra dos Ossos, paga Arbo com P.O. e também algumas ferramentas de ferreiro, que Max ajuda a escolher. Não passam de martelos e pedras de amolar.


Assim que levantam vôo novamente, percebem que algumas aves grandes rodeiam o navio. Arbo comenta que são animais que rondam a Terra dos Ossos e farejam magia, sempre se aproximando do navio atiçados pela magia de levitação que o mantém no ar. Mas são dóceis e logo vão embora. Numa disputa sobre um item comprado na ilha, Arbo pede que Max vá até o depósito de espólios com Jon e encontre um semelhante. Procurando, Max acaba encontrando a bainha do punho da espada que pertencera ao pai, e que perdera no ataque do Kraken saindo de Varda. Chad, que procurava por um arco, também encontrou-o, junto de 5 flechas. No convés, Max descobe que o punho pertence a Tomei Cara de Cavalo, que o ameaça se não devolvê-lo imediatamente. Contrariado, Max devolve. Acaba descobrindo que o grandalhão o comprara num dos portos de Rakros Oeste. Mesmo com Artemis insistindo, Tomei não quer se desfazer da compra. Em pouco tempo mais dos bixos voadores começam a aparecer e do nada passam a atacar o navio e seus tripulantes. Num breve flash de resistência, os tripulantes tentam lutar contra a ameaça, mas se vendo em desvantagem, sem armas de longa distância, descem para o piso inferior. Os quatro PJs iniciam batalha com os bixos.


Artemis se lança aos céus e ataca um deles com magias de toque chocante. Chad e Max lutam como podem contra os rasantes dos bixos. Chad gasta as flechas e tem que apelar pro florete que arrancara de um dos mortos na noite anterior. Max, sempre suicida, se agarra a um bixo e sai voando montado nele. O bixo dá a volta no barco e volta para dentro, quando Max o degola. Tot, que estava vasculhando por sua vez os espólios, echega atrasado para a batalha e começa a atirar suas flechas nos bixos.

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