A triste história de Artemis Rainmaker
“Agora que estou morrendo, sinto saudades de tudo o que passou... E tristeza ela vida que ainda tinha pela frente... tudo parece um sonho, talvez o último, e também talvez o mais belo...”
Lembro-me bem de como era viver com meus pais no castelo de Krisla, minha mãe Luce Rainmaker, uma elfa de presença marcante, lindos olhos azuis, cabelos prateados quase brancos, um coração maior que o mundo e uma caridade muito grande... Lembro-me de como era paciente comigo quando começaram a se manifestar estranhas forças em meu corpo, quando a maioria me abandonaria ela me deu mais força...
Lembro-me também de meu padrasto, o Poderoso General Artorius Rainmaker, líder da cavalaria do reino de Krisla, responsável entre outras coisas pela segurança do Rei, amigo pessoal de sua Alteza e nobre membro da corte... Corte na qual vivi durante os primeiros 70 anos da minha vida...treinado como guerreiro, ensinado nas artes da lança e da cavalaria, apesar de não muito forte dominei bem a lança, e fiz dela uma companheira...
E foi então no meu aniversario de 70 anos que decidi partir, pois o incidente com o bolo me fez compreender que deveria me afastar da cidade para controlar meus poderes antes que machucasse alguém, sim ao soprar as velas do bolo, sem querer criei uma rajada de ar que o lançou janela a fora de forma que o perdemos de vista antes dele cair ao chão, muito envergonhado e preocupado, resolvi ir para a casa do meu tio, o também veterano de guerras Feliciano Rainmaker, um velho combatente que perdera um braço em uma batalha e se tornou alquimista a partir daí...
Apoiado mais uma vez por meus pais que aos prantos juraram não me abandonar e me asseguraram que sempre teria as portas abertas em sua casa para voltar... Eu sabia que seria difícil voltar, pelo menos até que controlasse meus poderes, não voltaria para não causar riscos à saúde deles...
No dia seguinte cheguei àquela pequena cidade no Reino de Mormir, uma vila pacata localizada ao sul da ilha, rodeada por verdes florestas, ali me estabeleci, tornei-me ajudante de meu tio aprendendo assim a fazer as poções alquímicas, que eram sua principal fonte de renda, todos os dias ia para floresta e passava boa parte do tempo livre lá treinando com a lança, meditando e tentando controlar meus poderes, aos poucos essa dedicação deu resultados e aos 90 anos já com total controle dos poderes e com a maestria aprimorada na lança surgiu para mim à oportunidade de viajar com mercadores pelas ilhas.
Incentivado por meu tio agarrei-me a oportunidade passando assim 20 anos viajando pelas três ilhas que compõe esse “continente” tinha vontade de conhecer o resto do mundo mas faltava à oportunidade, então cansado de viajar, me estabeleci novamente na cidade com meu tio...
Foi quando chegou à cidade um casal com um filho ainda pequeno chamado Toti, um garoto educado que se tornaria grande amigo meu...
Pouco depois também chegou a ilha um grande ferreiro que trazia seu filho consigo, o nome do garoto era Maximilan, e algo me dizia que esse garoto seria um grande guerreiro um dia...
Passados 5 anos da chegada dos dois à ilha chegou também um garoto chamado Chad e seu irmão Robert, que logo ficou conhecido como Bob, o amor dos dois era invejável e Chad cuidava de seu irmão como um pai cuida de um filho, e isso me trazia muitas lembranças boas...
Acompanhei o crescimento deles ajudei o pai de Maximilian a treinar seu filho, que possuía força inigualável, nas artes da guerra e no uso do machado que seu pai fizera para ele, tambem acompanhei a tragédia acontecer a Toti, quando seus pais ficaram gravemente doentes e ele desesperado acabou se envolvendo com organizações de ladrões, para poder sustentar seus pais apesar de não aprovar respeitei-o já que o motivo era bastante nobre e ele realmente parecia ser bom naquilo, principalmente por todo seu metodismo e organização, também acompanhei Chad, que se tornou dos meus melhores amigos com o tempo, e que aos 18 anos foi para milícia pois segundo o mesmo precisava buscar um sentido para a vida...
Um ano depois ele voltou e lá estávamos nós reunidos de novo, e felizes...
Foi então que passados alguns dias vimos vultos no alto da montanha, da qual a vila estava ao pé, e decidimos investigar; já tínhamos ouvido muitas historias, sobre assombrações e outras coisas que existiam no alto da montanha, mas realmente não acreditávamos nelas, movidos pela curiosidade resolvemos investigar e ao chegarmos ao começo da trilha, tamanho foi nosso espanto ao vermos Orcs, armados e organizados na trilha, no começo eram 5, enquanto subíamos encontramos mais 6 e um líder que acabou por derrubar Maximilian, que muito machucado, desmaiou e forçando-nos a escondê-lo na mata para seguir viagem, e então chegamos ao alto da montanha e nos confrontamos com um Orc, extremamente bem armado e inteligente, era chamado de warchief pelos outros e ele nos derrotou...
E assim chego a esse momento no qual deveria estar morto, mas estou vivo, pelo menos o suficiente para vê-lo se afastando enquanto, diz para que eu e meus companheiros ouçamos: “Poupei-os para que sintam o mesmo que senti há alguns anos...”
Intrigado, enraivecido e preocupado com o sentido daquelas palavras, me esforço até escapar das cordas e então vejo aquilo que temia, uma grande cortina de fumaça negra que ao seguir até a base percebo que vem da nossa vila agora em chamas, movido pela raiva Chad corre atrás do warchief e infelizmente sou obrigado a pará-lo, até por compreender que ele não sobreviveria a outro confronto...
Descemos a montanha com dificuldades, e levamos conosco Maximilian agora já acordado... E quando finalmente chegamos a nossa vila, o pior aconteceu, tudo destruído, todos mortos e mutilados, na entrada meu tio está pendurado em uma lança como um javali espetado esperando para ser assado e sobre ele uma placa com os dizeres: “este morreu tentando proteger o que era seu...” com muito pesar retiro-o dali e realizo o ritual de cremação exigido por Corellon Larethian, o Deus criador dos elfos... E sobre suas cinzas juro vingança, dias depois um pouco mais recuperados partimos para a cidade de Mormir, os quatro sobreviventes do massacre, decididos a conseguir meios de ter a nossa vingança finalmente... E certos de que de agora em diante tudo será diferente, inclusive nós mesmos...
“Agora que estou morrendo, sinto saudades de tudo o que passou... E tristeza ela vida que ainda tinha pela frente... tudo parece um sonho, talvez o último, e também talvez o mais belo...”
Lembro-me bem de como era viver com meus pais no castelo de Krisla, minha mãe Luce Rainmaker, uma elfa de presença marcante, lindos olhos azuis, cabelos prateados quase brancos, um coração maior que o mundo e uma caridade muito grande... Lembro-me de como era paciente comigo quando começaram a se manifestar estranhas forças em meu corpo, quando a maioria me abandonaria ela me deu mais força...
Lembro-me também de meu padrasto, o Poderoso General Artorius Rainmaker, líder da cavalaria do reino de Krisla, responsável entre outras coisas pela segurança do Rei, amigo pessoal de sua Alteza e nobre membro da corte... Corte na qual vivi durante os primeiros 70 anos da minha vida...treinado como guerreiro, ensinado nas artes da lança e da cavalaria, apesar de não muito forte dominei bem a lança, e fiz dela uma companheira...
E foi então no meu aniversario de 70 anos que decidi partir, pois o incidente com o bolo me fez compreender que deveria me afastar da cidade para controlar meus poderes antes que machucasse alguém, sim ao soprar as velas do bolo, sem querer criei uma rajada de ar que o lançou janela a fora de forma que o perdemos de vista antes dele cair ao chão, muito envergonhado e preocupado, resolvi ir para a casa do meu tio, o também veterano de guerras Feliciano Rainmaker, um velho combatente que perdera um braço em uma batalha e se tornou alquimista a partir daí...
Apoiado mais uma vez por meus pais que aos prantos juraram não me abandonar e me asseguraram que sempre teria as portas abertas em sua casa para voltar... Eu sabia que seria difícil voltar, pelo menos até que controlasse meus poderes, não voltaria para não causar riscos à saúde deles...
No dia seguinte cheguei àquela pequena cidade no Reino de Mormir, uma vila pacata localizada ao sul da ilha, rodeada por verdes florestas, ali me estabeleci, tornei-me ajudante de meu tio aprendendo assim a fazer as poções alquímicas, que eram sua principal fonte de renda, todos os dias ia para floresta e passava boa parte do tempo livre lá treinando com a lança, meditando e tentando controlar meus poderes, aos poucos essa dedicação deu resultados e aos 90 anos já com total controle dos poderes e com a maestria aprimorada na lança surgiu para mim à oportunidade de viajar com mercadores pelas ilhas.
Incentivado por meu tio agarrei-me a oportunidade passando assim 20 anos viajando pelas três ilhas que compõe esse “continente” tinha vontade de conhecer o resto do mundo mas faltava à oportunidade, então cansado de viajar, me estabeleci novamente na cidade com meu tio...
Foi quando chegou à cidade um casal com um filho ainda pequeno chamado Toti, um garoto educado que se tornaria grande amigo meu...
Pouco depois também chegou a ilha um grande ferreiro que trazia seu filho consigo, o nome do garoto era Maximilan, e algo me dizia que esse garoto seria um grande guerreiro um dia...
Passados 5 anos da chegada dos dois à ilha chegou também um garoto chamado Chad e seu irmão Robert, que logo ficou conhecido como Bob, o amor dos dois era invejável e Chad cuidava de seu irmão como um pai cuida de um filho, e isso me trazia muitas lembranças boas...
Acompanhei o crescimento deles ajudei o pai de Maximilian a treinar seu filho, que possuía força inigualável, nas artes da guerra e no uso do machado que seu pai fizera para ele, tambem acompanhei a tragédia acontecer a Toti, quando seus pais ficaram gravemente doentes e ele desesperado acabou se envolvendo com organizações de ladrões, para poder sustentar seus pais apesar de não aprovar respeitei-o já que o motivo era bastante nobre e ele realmente parecia ser bom naquilo, principalmente por todo seu metodismo e organização, também acompanhei Chad, que se tornou dos meus melhores amigos com o tempo, e que aos 18 anos foi para milícia pois segundo o mesmo precisava buscar um sentido para a vida...
Um ano depois ele voltou e lá estávamos nós reunidos de novo, e felizes...
Foi então que passados alguns dias vimos vultos no alto da montanha, da qual a vila estava ao pé, e decidimos investigar; já tínhamos ouvido muitas historias, sobre assombrações e outras coisas que existiam no alto da montanha, mas realmente não acreditávamos nelas, movidos pela curiosidade resolvemos investigar e ao chegarmos ao começo da trilha, tamanho foi nosso espanto ao vermos Orcs, armados e organizados na trilha, no começo eram 5, enquanto subíamos encontramos mais 6 e um líder que acabou por derrubar Maximilian, que muito machucado, desmaiou e forçando-nos a escondê-lo na mata para seguir viagem, e então chegamos ao alto da montanha e nos confrontamos com um Orc, extremamente bem armado e inteligente, era chamado de warchief pelos outros e ele nos derrotou...
E assim chego a esse momento no qual deveria estar morto, mas estou vivo, pelo menos o suficiente para vê-lo se afastando enquanto, diz para que eu e meus companheiros ouçamos: “Poupei-os para que sintam o mesmo que senti há alguns anos...”
Intrigado, enraivecido e preocupado com o sentido daquelas palavras, me esforço até escapar das cordas e então vejo aquilo que temia, uma grande cortina de fumaça negra que ao seguir até a base percebo que vem da nossa vila agora em chamas, movido pela raiva Chad corre atrás do warchief e infelizmente sou obrigado a pará-lo, até por compreender que ele não sobreviveria a outro confronto...
Descemos a montanha com dificuldades, e levamos conosco Maximilian agora já acordado... E quando finalmente chegamos a nossa vila, o pior aconteceu, tudo destruído, todos mortos e mutilados, na entrada meu tio está pendurado em uma lança como um javali espetado esperando para ser assado e sobre ele uma placa com os dizeres: “este morreu tentando proteger o que era seu...” com muito pesar retiro-o dali e realizo o ritual de cremação exigido por Corellon Larethian, o Deus criador dos elfos... E sobre suas cinzas juro vingança, dias depois um pouco mais recuperados partimos para a cidade de Mormir, os quatro sobreviventes do massacre, decididos a conseguir meios de ter a nossa vingança finalmente... E certos de que de agora em diante tudo será diferente, inclusive nós mesmos...
Espero que tenham gostado
bjus Brain